É um maravilhoso dia.
Acordei mal, é verdade, mas logo a ressaca de pensamentos passou. Fiquei de bobeira aqui no MSN com a Fabi, incrível garota de 17 anos que ainda consegue me fazer sorrir. Daí, saí, porque precisava muito comer algo. Encontrei a feira e fui até a barraca de pastel, tocada por orientais. (Geralmente estas* prestam.) Havia uma tal senhorita, de (sobre)nome Ueda, isto eu soube pela tatuagem, em kanji e na nuca, dizendo "bom dia bom dia" pra todos, não a tattoo, a japa, ou pra toda e qualquer pessoa que passasse frente a barraca. Achei que poderia ser a nova moda entre os pasteleiros, bom, não sei precisar se eles precisam disto. Crise econômica…? Pensei que o Brasil estava bem...
Fiquei pensando em perguntar pra Ueda-San como é que se fala "pastel" no Japão. Embora não deva haver pastel no Japão, já que nem no Maranhão há, (a não ser um horrível de massa grossa que deve ser holandês, sei lá) ainda é bem possível que eles tenham cunhado (na verdade, corruptelado) alguma palavra nova pra dizê-lo. (Os japoneses são assim, adoram uma culturazinha alheia, e categorizam por hábito tudo o que conseguem pegar com seus hashis.) Pensei em fazê-lo, em japonês, (Ficaria, acho: Ano... Nihon de "pastel" wa nan to iimasu ka, shitteru no ka...?") daí repensei, trepensei, retrupensei, e calei. Daí, dali, de onde estava, contornei o quarteirão e voltei, rumo a minha casa doce casa.
No caminho, pensei que eu devia estar parecendo muito um "mendigo rico." Digo, as pessoas olhavam obsessivamente pra minha cara, como se tivesse uma rola tatuada nela. As mulheres, digo, são quem olhavam. Bom... Eu tenho barba cerrada e tava de chinelo e meia. Acho que eu era o único cidadão com-teto tendo mais de 17 (ou mesmo entre os menores disto) e trajado assim a andar na rua num domingo de sol. Uma figura meio incomum... Prefiro pensar que elas se atraem por caras barbados. Tô brincando… Mas vai saber, também...
Chegando aqui, após pensar muito no "povo" japonês no caminho (o "povo", no caso, são o meu querido trio mafioso de vizinhos japas, cuja prendada prole eu namorei e NÃO comi) concluí que nunca é cedo demais pra uma breja. Subi a rua em sentido oposto ao que nos leva à feira e topei com um figura carimbadadaça, no caminho, e também com um bar fechado e uma quitanda aberta, um tanto o oposto do que eu esperava. Entrei na quitanda e pedi uma Skol lata. 2,50, meti goela abaixo, mas deixando um pouco no fundo, só pra não virar alcóolatra. O suficiente, enfim, pra me boxear de volta ao sono, já em casa. (Que eu, no fim, adiei pra escrever isto aqui.) No caminho "de volta" topei novamente com o figura, vindo no sentido oposto. Pensei que ele ia dizer isto aqui: "Logo cedo, hein...?" e foi exatamente o que ele disse. Eu gargalhei quase falsamente. É o comum, enfim. Daí sentei e degluti o líquido amarelo deixando alguma coisa no fundo. Larguei em algum lugar pra minha mãe não me achar um nóia. (hauhauahua) E voltei pra cá e escrevi isso. Acho que é um bom registro d'alguma coisa. [Você me diz do quê.]
É um excelente dia. Muitas coisas ainda virão.
*As barracas, não as orientais.
*As barracas, não as orientais.
Cara, é um EXCELENTE registro de várias coisas...
ResponderExcluirSem querer ser bicha, mas foi uma crônica "deliciosa" de ler. Parabéns Cavão.
Quanto a "Os japoneses são assim, adoram uma culturazinha alheia, e categorizam por hábito tudo o que conseguem pegar com seus haxis", cara, é isso mesmo. Haha. Raça do caralho. Nesse ponto concordo com a Maria, ops, digo, Mariana.
Beijo no coração.